Camélia da Liberdade espera premiar expressões de Países da África

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O Prêmio Camélia da Liberdade espera contar com expressões culturais e outras de destaque de Países da África. Proposta com este objetivo foi lançada na quarta-feira, na celebração da oitava edição do Prêmio Camélia da Liberdade 2014/2015 pelo Babalawoo Ivanir dos Santos, conselheiro estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), no momento da premiação, na categoria Veículos de Comunicação, da TV Brasil, pela exibição da novela angolana Windeck. A proposta foi apresentada ao Cônsul Geral de Angola no Rio de Janeiro, Rosário Gustavo Ferreira de Ceita, que estava presente ao evento. O encontro foi apresentado pelo ator Erico Brás e pela atriz Juliana Alves, no placo do Vivo Rio.

Ao receber a premiação em nome da Rádio Nacional, também no grupo Veículos de Comunicação, por levar aos ouvintes o programa Ponto do Samba, o jornalista Rubem Confete, apresentador do programa destacou que “os negros marginalizados de ontem são heróis hoje”. Recordou que Paulo da Portela e Cartola já foram presos por cantarem samba. No mesmo grupo foram contemplados o programa Evolução Hip Hop, da CMA Hip Hop e a jornalista Dandara Tinoco, do Jornal O Globo, por suas reportagens relativas a denúncias contra intolerância religiosa. Dandara Tinoco citou a jornalista Flávia Oliveira como uma das suas referências profissionais e acrescentou que o jornalismo deve atuar levando em conta a diversidade e os direitos humanos em geral.

Na categoria Personalidades foram contemplados Mãe Beata de Iemanjá, o babalawoo Jokotoye Benkole Awolade, o pastor Ayodele de Balogun, Yedo Ferreira, do Movimento Negro e Mário Lúcio Duarte Costa, o goleiro Aranha, que já jogou no Santos e hoje está no Palmeiras.

Benkole Awolade assinalou que “mais importante do que qualquer religião é a família”. Mãe Beata dedicou o Prêmio a todas as mulheres e emocionou o público. Balogun afirmou que a vida é para ser vivida, e não desperdiçada e, no seu entendimento, todos devem procurar praticar o bem. Yedo Ferreira apontou como imperiosa para a comunidade negra a luta por políticas públicas para reparar as perdas impostas pelo trafico de africanos e a escravidão. O goleiro Aranha foi premiado por ter denunciado atitude racista da torcida que sofreu em uma partida na qual atuava na época pelo time do Santos. Ele não pode comparecer ao encontro por causa de compromisso profissional.

Na categoria Poder Público foram premiadas a Secretaria Municipal de Inclusão Racial da Prefeitura de Laranjeiras, em Sergipe, pelas iniciativas do órgão e a Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina pelas medidas de aplicação da lei 10.639/03 na rede de ensino. O secretário de Educação da capital catarinense, Rodolfo Pinto da Luz, afirmou que o acesso das alunas e dos alunos negras à rede de ensino e o cumprimento da lei é importante para a comunidade negra e a sociedade. O secretário da prefeitura sergipana, José Carlos Santos, disse que eram muito grandes as carências dos negros e a Secretaria luta para enfrentar e superar estas dificuldades.

Na categoria Experiências Educacionais (Lei 10.639/03) receberam Prêmios o Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o Pré-vestibular Quilombola da Bahia, o Grupo de Estudos Afroamazônicos, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Núcleo de Estudo sobre Educação, Gênero, Raça e Alteridade NEGRA (UNEMAT), de Mato Grosso. O pré-vestibular já atendeu a mais de 120 estudantes. O trabalho do grupo da UFPA é realizado em aproximação com os movimentos sociais e populares.

Artistas animam o público do Prêmio Camélia

Marquinhos de Oswaldo Cruz, a Velha Guarda da Mangueira e o Jongo da Serrinha, todos verdadeiros virtuoses, embalaram a festa do Prêmio Camélia. Com um repertório que incluía clássicos do samba o compositor e cantor Marquinhos de Oswaldo Cruz agradou em cheio à plateia. Durante o espetáculo ele afirmou que o samba é um patrimônio importante para a resistência negra.

O canto, a dança e a percussão do Jongo da Serrinha emocionaram o público. Os artistas do grupo desceram do palco para cantar, dançar e se integrar com os assistentes. A Velha Guarda mangueirense foi recebida com amor e atendeu a pedido para apresentar mais música.

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