CCIR presente em ato ecumênico e caminhada pelos 18 anos da Chacina da Candelária

Em 23 de julho de 1993, mais de 70 meninos que dormiam nos arredores da Igreja da Candelária, no Centro do Rio, foram surpreendidos com um ataque a tiros de um grupo de policiais durante a madrugada. Vários ficaram feridos, e oito foram mortos – jovens com idades entre 11 e 19 anos. Hoje, pelo 18º ano consecutivo, cerca de mil manifestantes, entre eles, membros da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), as Pastorais do Menor, da Juventude e de Favela, e parentes de vítimas da violência estiveram juntos em um ato ecumênico, na Igreja da Candelária, que foi procedida por uma passeata pelas ruas do Centro.

A missa teve início às 10h e foi celebrada pelo Padre Sérgio. Algumas autoridades estiveram no ato solene, entre as quais, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, e o secretário de Direitos Humanos, Antonio Carlos Biscaia. O interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e conselheiro estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), babalawo Ivanir dos Santos, também participou da celebração.

“Na década de 60, minha mãe foi uma vítima e eu não pude chorar a morte dela. Hoje, temos centenas de mães que aqui estão, chorando por seus filhos e clamando por justiça. Há 18 anos, participo deste ato. Queremos que uma atrocidade como esta não se repita. Não deixem nunca de lutar! Vale a pena lutar por nossos direitos e pela justiça”, discursou o babalawo, ao lado de várias lideranças religiosas e membros da Comissão.

Leia o artigo na íntegra AQUI.

Fonte: Eu Tenho Fé!

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