CEAP lança cadernos e vídeo no Rio de Janeiro

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Evento é marcado por intelectualidade e ritmo

por Alexsander Fernandes

Uma tarde para enriquecimento cultural e de comemorações. Assim foi o lançamento ‘Cadernos & Vídeo CEAP’ realizado ontem (16) pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). O evento, que foi patrocinado pela Petrobras, aconteceu no Salão Nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). O encontro também marcou o encerramento das atividades do Projeto Camélia da Liberdade, em 2010.

Após a abertura do evento, foi exibido o vídeo “Desigualdade Racial no Mercado de Trabalho”. A mesa redonda sobre mercado de trabalho foi composta pelo ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Governo Federal, Dr. Humberto Adami; pesquisador do IBGE Jose Luiz Petruccelli; e com o secretário executivo do CEAP, professor Ivanir dos Santos.

De acordo com Ivanir, “O CEAP tem se mostrado referência na promoção da igualdade racial e na implementação da Lei 10.639 de 2003. Fazemos uma produção de conteúdo ímpar. Nossos cadernos e vídeos são fonte de pesquisa para secretarias de Educação, escolas e universidades. Foi um ano de muito trabalho, mas de conquistas enormes. Temos que agradecer a todos os autores e parceiros que têm nos ajudado a reescrever a história do nosso País”, ressaltou.

Para o coordenador do Projeto Camélia da Liberdade, Éle Semog, os avanços com a luta pela implementação da Lei 10.639/03 – que estabelece o ensino das histórias da África e da cultura afro-brasileira nas instituições de ensino do Brasil – têm sido válidos, e o movimento negro é fundamental para esta conquista. “Avançamos muito na implementação da Lei 10.639/03. O ponto alto tem sido produzir um material de excelente qualidade e com regularidade. Isso contribui muito para implementar a lei. Não podemos esquecer que todo material é feito por acadêmicos e intelectuais negros. Sem dúvida, uma vitória. A pressão do movimento negro resultou na assinatura de nosso presidente para a validação da lei. No entanto, continuaremos lutando”, afirmou.

Já Humberto Adami destacou o racismo institucional e explicou que o crime ainda acontece para a manutenção de uma classe sobre a outra. “Há avanços nas políticas públicas, pois já alcançamos o patamar de questionar a hegemonia por conta da desigualdade social. O racismo ainda é muito presente nas empresas, mas percebemos uma movimentação pelo fim dessa manutenção de classes”.

Jose Luiz Petruccelli, do IBGE, agradeceu a parceria com o CEAP e destacou a importância do trabalho da instituição para o fim do racismo. “É um grande prazer estar aqui. Assistindo a este filme (“Desigualdade Racial no Mercado de Trabalho”) sinto-me emocionado. Parabéns a todos do CEAP”.

Jongo da Serrinha encerra com muito ritmo
Ao término do lançamento os presentes foram agraciados com um coquetel. Um momento de felicidade e confraternização. A apresentação do grupo Jongo da Serrinha não deixou ninguém parado. Segundo o coordenador de ações afirmativas do CEAP, Jorge Damião, “O Jongo é um ritmo ligado às tradições religiosas africanas que tanto sofrem com a intolerância religiosa”, defendeu.

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