Ceap leva Pequena África a debate

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O debate “A Memória da Pequena África” foi realizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), no auditório do Arquivo Nacional (AN). O evento ocorreu no dia 19 de novembro último pela passagem do mês da Consciência Negra. Na oportunidade foi lançado o filme “A Memória da Pequena África”, que contou com patrocínio da Companhia do Porto Maravilha, e autoria do Diretor Jorge Melo. O Cais do Valongo, que deu origem a Pequena África, está com o processo de reconhecimento da sua candidatura á condição de Patrimônio Cultural da Humanidade iniciado junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e à Cultura (Unesco) pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A decisão é aguardada para o primeiro trimestre de 2016. O filme também foi uma contribuição para o processo junto à Unesco e à aplicação da Lei 10.639/03.

O Consultor Estratégico do Ceap, Babalawoo Ivanir dos Santos, assinalou que no próprio Arquivo Nacional onde se realizava o encontro, havia documentos sobre entradas e saídas de navios no Cais do Valongo. Daniel Lima, Diretor da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, frisou que, na área portuária, há registros de origem africana. Acrescentou que “existem alguns sítios na área da Pequena África”. Este foi um dos motivos que levaram a empresa a apoiar o filme “A Memória da Pequena África”. Ivan Neves, Assessor do Ministério da Justiça, salientou que o AN abriga “um grande arquivo sobre o Cais do Valongo e a escravidão (no Brasil)”, por isto a atuação do órgão foi requerida para o processo. Afirmou que o Cais do Valongo traz mudança de eixo para o Governo brasileiro, pois coloca a participação e a contribuição dos negros para a cultura nacional. “É importante para fixar políticas públicas” enfatizou Barreto. O Superintendente do Iphan, Olívio Barreto, lembrou que em setembro último o órgão lançou a proposta da candidatura do Cais do Valongo á condição de Patrimônio Cultural da Humanidade. O Jornalista Rubem Confete advertiu que uma parte do acervo histórico que foi encontrado na área está identificada e catalogada, mas oura se encontra acondicionada em contêineres, e “aquela energia represada não é legal”.

Os presentes ao debate concordaram que é importante o fato de o início do processo de reconhecimento coincidir com a comemoração dos 450 anos da Cidade do Rio de Janeiro. O Secretário Executivo do Ceap, Ele Semóg, disse que “no Cais do Valongo há muito da História o Negro e publicações do Ceap registram esta realidade”. O Secretário apontou a possibilidade de o filme ser aproveitado em iniciativas pedagógicas e filosóficas.

Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), Inaê Lopes dos Santos, destacou que “até o século XVI o forte era o comércio de especiarias no Oceano Ìndico, e daí até Século XIX o tráfico de africanos era a empresa mais lucrativa do mundo”. Inaê, que é Professora no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC/FGV) observou que na Pequena África houve a reconstrução do que era ser africano no Brasil. O Professor Cláudio Honorato acentuou que desde o ano de 1758 havia decisão do Parlamento no sentido de retirar a negociação de escravos de onde hoje se localiza a Praça XV e levar para onde foi construído o Cais do Valongo.

Ceap leva Pequena África a debate

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