Mandela recebe homenagem do CEAP e SEA

IFCS UFRJCEAP 028

O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) e a Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) realizaram, na manhã de 19 de dezembro, ato inter-religioso pela importância do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, que faleceu no último dia 05. Representantes de diversos segmentos falaram sobre a brilhante trajetória de Mandiba e frisaram, no Largo da Carioca, a necessidade de considerar os valores que o africano deixou.

Todas as palavras ratificaram o grande significado de Nelson Mandela para o mundo. O secretário do Ambiente, Carlos Minc, deu início ao ato, enaltecendo Mandiba e discursando sobre desigualdade. “A homenagem a Mandiba está aqui para nos inspirar. No Brasil, não há apartheid, mas tem desigualdade e discriminação racial. A gente só reencontra e reconstrói o Brasil tratando com todo respeito a matriz afro, mas também outras componentes indígenas, porque isso é nossa biodiversidade humana. Nós não podemos cuidar do pássaro e esquecer dos outros grupos que estão sendo discriminados”, disse Minc, que relatou ser essencial levar em consideração a participação do homem no ambiente. “Quando se fala em ambiente, temos de saber que, assim como as matas, os rios e as árvores, o homem é parte dele”.

Ao lado do conselheiro estratégico do Ceap, babalawo Ivanir dos Santos,  Minc aproveitou a ocasião para lançar a maquete do Projeto Espaço Sagrado Curva do S, na Av. Edson Passos, que será construído pelo governo estadual, no Alto da Boa Vista, em meio à Floresta da Tijuca, para que cultos das religiões afro-brasileiras possam ser realizados de forma sustentável, respeitando o meio ambiente.

Participação neopentecostal

Uma das falas que mais emocionou os participantes foi a do pastor nigeriano e neopentecostal Ayo Balogun, da Igreja A Voz de Deus. “Mandela marcou a história, e marcou pela sua postura, pois entendeu o propósito de Deus para sua vida.  Às vezes, a sobrevivência nos faz correr atrás de grana, mas Mandela compreendeu seu objetivo. E o ser humano deve ficar atento para não desperdiçar sua vida. Estamos nesse ato hoje porque alguém concentrou sua vida em seu propósito. Fico feliz por estar aqui, pois, sem amor e união, não conseguiremos nada”, declarou o líder cristão, que enfatizou o fato de que, naquele continente, as pessoas festejam a morte. “Celebramos porque acreditamos que a pessoa cumpriu seu propósito”.

Ivanir dos Santos lembrou a vinda de Mandela ao Brasil e advertiu que a imprensa, durante a cobertura de sua morte, esqueceu de relatar o ex-presidente se surpreendeu ao saber que o País não era uma nação de plena igualdade.  “Quem mostrou a Mandela que o Brasil sofria muitas diferenças foi o Movimento Negro. Não podemos esquecer disso, pois, antes de vir, ele pensava que nossa nação era um exemplo de convivência entre as raças”.

Religiosos do Budismo, Umbanda, malês, anglicanos, católicos, do Candomblé, Judaísmo, Islamismo, entre outros participaram da atividade e assistiram apresentações de Jongo da Serrinha e de dançarino nigeriano trazido por Balogum.

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