Ministra da SDH, Ideli Salvatti, comparece à coletiva

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A busca pelo poder está por trás da intolerância religiosa. A afirmação, neste sentido, foi feita pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, durante encontro com o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalawo Ivanir dos Santos, e demais integrantes antes do início da 7ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que aconteceu no dia 21 de setembro na Praia de Copacabana.

Ivanir dos Santos assinalou que a intolerância religiosa é observada de diversas formas e em muitos momentos, influenciando, inclusive, no processo eleitoral na disputa para a presidência do País. Em contrapartida, a ministra revelou que, após o período eleitoral, a secretaria fará trabalho em conjunto com um professor universitário do Espírito Santo para desenvolver projeto para combater a intolerância religiosa com uso da internet. A secretaria, após a instalação do Comitê de Diversidade Religiosa, estimula o surgimento de comitês estaduais.

Entre os representantes da CCIR, o presidente da Federação Israelita, Jayme Salomão, destacou que o importante é procurar garantir a todos a paz e a convivência. A sacerdotisa Célia Makota veio de Minas Gerais com um grupo decerca de 200 pessoas para a Caminhada. A Arquidiocese do Rio de Janeiro enviou como representante o diácono Nélson Águia, que informou o apoio integral do arcebispo Dom Orani Tempesta à Caminhada.

O babalawo nigeriano Jokotoye Balkole frisou o exemplo de convivência que a Caminhada apresenta para o mundo. Já a umbandista e fundadora da CCIR, Fátima Damas, ressaltou a necessidade de superar dificuldades que muitos desconhecem para que mais uma edição da Caminhada fosse realizada. A pastora evangélica Lusmarina Campos Garcia, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) revelou que serão reerguidas com apoio internacional casas religiosas de origem africana que foram atacadas.

Ações em todo o RJ ampliam e melhoram a preparação da 7ª Caminhada

O trabalho de preparação da VII Caminhada trouxe como novidade a criação do Fórum Inter-religioso e o Seminário Estado Laico e Liberdade Religiosa pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Na mesma linha de ações houve o Congresso, História, Experiências Religiosas e Democracia, no Instituto de  Filosofia e Ciências Sociais (IFICS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), três Plenárias na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e uma Plenária na UFRJ. Com isto a CCIR atendeu a uma solicitação de lideranças no sentido de que fossem realizadas atividades descentralizadas no Estado do Rio de Janeiro.

Os eventos citados e mais a participação em outros debates fizeram com que a CCIR, além da cidade do Rio de Janeiro, estivesse presente também em municípios como Niterói, Volta Redonda, Nova Iguaçú, Nilópolis, Macaé, São João de Meriti, Resende e Itaguaí. Estes encontros foram essenciais para manter contatos que permitiram receber informações e sugestões muito úteis para planejar o ato do dia 21 de setembro passado.

Contribuiu ainda para organizar a VII Caminhada a atuação unida e solidária da CCIR em casos como a da ação judicial da Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA) para conseguir retirar de exibição por rede eletrônica de 16 vídeos ofensivos a religiões de origem africana. Esta iniciativa reuniu centenas de pessoas no auditório da Associação Brasileira de Imprensa e uma das ponderações ali surgidas foi exatamente no sentido da necessidade de descentralização regional.

No caso do aluno impedido de entrar na Escola Municipal Francisco Campos, no bairro do Grajaú, no Rio, a Comissão apoiou o estudante, a sua família e destacou a atitude corajosa do Pai de Santo Cléber, que iniciou o adolescente no Candomblé. Alguns dias antes da VII Caminhada a CCIR foi recebida pelo Delegado Fernando Veloso, Chefe de Polícia e parte da cúpula da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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