Ministra da SDH, Ideli Salvatti, comparece à coletiva

Ministra da SDH, Ideli Salvatti, comparece à coletiva

A busca pelo poder está por trás da intolerância religiosa. A afirmação, neste sentido, foi feita pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, durante encontro com o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), babalawo Ivanir dos Santos, e demais integrantes antes do início da 7ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no domingo, dia 21 de setembro, na Praia de Copacabana. A Ministra Ideli Salvati declarou que em 2011 foram registrados 11 casos de intolerância religiosa pelo Disque 100, no ano seguinte 109, no ano passado 238 e até julho deste ano 114 casos.

Ivanir dos Santos assinalou que a intolerância religiosa é observada de diversas formas e em muitos momentos, influenciando, inclusive, no processo eleitoral na disputa para a presidência do País. Em contrapartida, a ministra revelou que, após o período eleitoral, a secretaria fará trabalho em conjunto com um professor universitário do Espírito Santo para desenvolver projeto para combater a intolerância religiosa com uso da internet. A secretaria, após a instalação do Comitê de Diversidade Religiosa, estimula o surgimento de comitês estaduais.

Entre os representantes da CCIR, o presidente da Federação Israelita, Jayme Salomão, destacou que o importante é procurar garantir a todos a paz e a convivência. A sacerdotisa Célia Makota veio de Minas Gerais com um grupo de cerca de 200 pessoas para a Caminhada. A Arquidiocese do Rio de Janeiro enviou como representante o diácono Nélson Águia, que informou o apoio integral do arcebispo Dom Orani Tempesta à Caminhada.

O babalawo nigeriano Jokotoye Balkole frisou o exemplo de convivência que a Caminhada apresenta para o mundo. Já a umbandista e fundadora da CCIR, Fátima Damas, ressaltou a necessidade de superar dificuldades que muitos desconhecem para que mais uma edição da Caminhada fosse realizada.

VII Caminhada pela Liberdade Religiosa reúne 50 mil

A chuva não impediu que cerca de 50 mil pessoas participassem da VII Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), na tarde de hoje em Copacabana. O percurso durou duas horas e terminou às 15 horas.

O Babalawo Ivanir dos Santos, Interlocutor da CCIR, revelou que para a Caminhada poder se concretizar uma religiosa ajudou pedindo empréstimo em um banco para cobrir custos. O Pastor presbiteriano Marcos Amaral considerou a manifestação em Copacabana uma demonstração da disposição para a convivência em harmonia. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) informou que a instituição vai reconstruir a Casa de Mãe Conceição de Liçá, em Duque de Caxias (RJ), destruída após ser atacada.

Pessoas de diversas origens e idades e também transeuntes se juntaram a candoblecistas, umbandistas, judeus, católicos, evangélicos, wiccanos, muçulmanos, ciganos, hare Krishnas, budistas, kardecistas, da Religião Baha’i, ateus e parceiros de entidades não religiosas na Caminhada. Pela primeira vez caminhou um grupo de islamitas xiitas. Após a VII Caminhada houve apresentação do conjunto Soul + Samba e do cantor e compositor Marquinho de Oswaldo Cruz.

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