Rede social virtual pode ajudar a mudar a imagem do Candomblé

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O tema da religião não entra na formação dos Jornalistas. O comentário foi feito pela Jornalista Cleidiane Ramos, do jornal A Tarde, da Bahia, no Congresso História, Experiência Religiosas e Democracia. Acrescentou Cleidiane Ramos que o desconhecimento geral sobre religião resulta em superficialidade na abordagem de ritos, festividades e outros aspectos. O Professor Ricardo Freitas, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), observou que os grupos desprestigiados e invisibilizados pela mídia hegemônica, na verdade, nem sempre são invisíveis. A Jornalista registrou que Mãe Estela escreve um artigo semanal na página de opinião de A Tarde tratando do Candomblé de forma vinculada a vários assuntos de interesse geral.

Cleidiane Ramos disse que, em relação ao Candomblé, a falha de formação é mais complicada pois leva à linha jornalística da curiosidade. Ricardo Freitas se mostrou confiante pelo fato de as redes sociais eletrônicas estarem funcionando na direção contrária à da mídia hegemônica no que diz respeito à imagem do Candomblé. O Professor enfatizou que os jovens que acessam as citadas redes exibem a sua ligação com a espiritualidade de matriz africana.

Ricardo Freitas disse que existe projeto em comunidade de religiosidade de origem africana em Ilhéus (BA) para profissionalizar jovens na captação de imagens de terreiros. Em sua opinião a participação desses jovens nas redes sociais virtuais tem sido importante. O Professor lembrou que a iniciação no Candomblé de uma jovem chamada Ariadne, que havia participado de uma edição do Big Brother Brasil, foi curtida por 20 dias.

O Acadêmico da Uneb disse que a mídia convencional contribui para a formação de estereótipos, enquanto as redes sociais podem ajudar para disseminar uma cultura de paz. Cleidiane Ramos recordou o Pai de Santo Joãozinho da Goméia, que veio de Salvador (BA) para o Rio de Janeiro (RJ) em meados do século 20, é até hoje muito pouco pesquisado.

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