SALINA: UMA ÓPERA EM IORUBA

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Hoje, amanhã e domingo no Arena SESC de Copa
Luis Turiba

A peça é transcendental: na realidade, é pouco chamar de peça. É uma ópera ancestral toda baseada na mística dos orixás. Engana-se quem vai pensando em ver “macumba pra turista em Copacabana.” O santo não baixa, mas o espírito eleva-se. O lugar é comum, mas verdadeiro: é um teatro imperdível. Vá e não te arrependerás. Estarás com os orixás. Destaque para a luta/balé entre Ogun e Xangô.
SALINA demorou quase um ano pra estrear. Fruto de um longo processo que envolveu diversas etapas: encontros, formação, pesquisa, intercâmbio e criação. Reúne atores negros de diversas regiões do Rio de Janeiro que passaram por um intenso laboratório da Casa do Amok, espaço de convergência, encontros e diálogos.
Três horas de porrada em cima de um texto trágico universal do francês Laurent Gaudê. Uma ópera em ritmo de atabaques, gongas, zambeles e outros instrumentos percussivos. Com muitas revelações: entre as quais a estupenda atriz Ariane Hime, a SALINA, que vive sua vida na ópera.

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