Seminário Caminhos para uma Educação Democrática de Cabo Frio reflete sobre valorização da cultura afro-brasileira

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Entre reflexões sobre a implementação da Lei 10.639, a democracia racial e a importância da interação da família dos alunos nessa temática dentro das escolas, o seminário “Caminhos para uma Educação Democrática”, em Cabo Frio, foi também emocionante ao receber o grupo Batucada, de estudantes de uma escola quilombola, e o professor moçambicano Orlando Dourado, que acabou dando sua contribuição para os debates e palestras. O evento, realizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP) em parceria com a Superintendência de Promoção da Igualdade Racial (Suppir) e a Secretaria Municipal de Educação (Seme) de Cabo Frio, aconteceu no dia 30 de agosto, no Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb, na Praia do Forte. O seminário fez parte da programação da IV Semana de Relações Étnico-Raciais de Cabo Frio.

Para lançar o Concurso de Redação Camélia da Liberdade 2011 e dar início aos diálogos sobre a Lei 10.639, a mesa de abertura foi composta pelo chefe de Gabinete da Prefeitura de Cabo Frio, Alfredo Gonçalves; pela secretária municipal de Educação, Laura Porto; pela superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Margareth Ferreira; e pelo conselheiro estratégico do CEAP, Ivanir dos Santos.

Ivanir dos Santos falou sobre a importância do projeto e da conquista do Movimento Negro brasileiro nessa luta. “A educação hoje está muito voltada para o mercado de trabalho, e não para valores. Isso tem que ser revisto”, disse.

Margareth Ferreira exaltou que a realização desse trabalho é um sonho de muito tempo, e falou sobre racismo. “Nós precisamos superar essas questões. Isso não deve mais existir entre a gente”.

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Elogios

O chefe de Gabinete da Prefeitura e a secretária de Educação de Cabo Frio elogiaram o CEAP e todo o trabalho de resgate da cultura brasileira. Laura Porto aproveitou a oportunidade para falar das ações desenvolvidas pela secretaria para o cumprimento da Lei 10.639/03 e das parcerias que tem cativado para fortalecer a cultura, além de enaltecer a força e o trabalho realizado pela coordenadora de Relações Étnico-Raciais da Seme, Ângela Navarro.

Após a abertura, o grupo Batucada, coordenado pelo professor Edgar Moreira da Escola Agrícola Municipal Nilo Batista (Comunidade Quilombola Botafogo – Cabo Frio), se apresentou e emocionou a plateia, com canções já famosas como “Olhos Coloridos”, de Sandra de Sá, e composições próprias, como a da aluna Rafaela do 9º ano. O lema do grupo, passado para os educadores presentes, foi igualdade, amor e compreensão.

O cartunista Ykenga, o professor da Rede Estadual Faetec-RJ e mestrando da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Cristiano Santana e Ivanir dos Santos participaram do primeiro debate, que falou sobre a importância das artes gráficas na educação, sobre projetos que visam a incluir o ensino da África e Cultura Afro-Brasileira nas escolas, como o Malungo, realizado por Cristiano, e intolerância religiosa, que, segundo o conselheiro estratégico do CEAP, é um empecilho e uma das causas da resistência na implementação da Lei 10.639.

A última e animada mesa contou com a participação dos professores Honório de Assis Mattos Júnior, com o tema “Implementando História e Cultura Africana e Afro-Brasileira através de Projetos Escolares”, e Vanessa Ribeiro Ferreira, com “Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e a Lei”. Deram também os seus depoimentos as professoras Karen Nemitz de Oliveira, Márcia Fonseca, Marcele e Ana Paula Siciliano.

Um dos pontos altos do evento foi a participação do professor moçambicano Orlando Dourado, que acabou sendo convidado a participar da mesa e enriqueceu o seminário com seus depoimentos.

Como formadores de opinião, a ideia dos educadores foi unânime ao afirmarem que só é possível formar o caráter de um cidadão através da educação.


Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
Comunicação CEAP – Tel.: 21 7846-0412 / 21 2232-7077

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