Último seminário Caminhos para uma Educação Democrática é um sucesso em Macaé

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Depois do sucesso dos seminários no Rio, São Paulo, Queimados, Vassouras e Cabo Frio, chegou a vez de Macaé. “Caminhos para uma Educação Democrática: Lei 10.639”, realizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), com o apoio da Fundação Cesgranrio, da Secretaria de Estado de Educação e da Secretaria Municipal de Educação (Semed). O evento encheu o auditório da Cidade Universitária – Fundação Educacional de Macaé (Funemac), na última quarta-feira, dia 31 de agosto.

As palestras e debates tiveram como objetivo lançar o Concurso de Redação Camélia da Liberdade 2011 e promover uma reflexão sobre a importância do resgate da imagem e história da África e da Cultura Afro-brasileira, através da implementação da Lei 10.639.

Da mesa de abertura, fizeram parte a subsecretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Ambiente de Macaé, Conceição de Maria; o conselheiro estratégico do CEAP, Ivanir dos Santos; Zoraia Dias Sobrinho, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; e a professora e coordenadora da Corafro, setor de Cultura Africana  na Fundação Macaé de Cultura, Sônia Santos.

Conselheiro estratégico do CEAP agradeceu a todos que acreditam no projeto e se mobilizam para o sucesso da implementação da lei. “Se não fosse por vocês, isso tudo não estaria acontecendo. Estamos insistindo na 10.639 e produzindo material para isso”, completou.

Conceição de Maria levantou a bandeira e falou da importância de fortalecer o debate sobre a Lei 10.639. “Precisamos levantar essa bandeira, levar esse debate para as escolas. Temos que trazer a nossa cultura de volta, entender a nossa história e a lei para, como educadores, fortalecer esse debate de ideias”, disse.

O professor Cristiano Santana, mestrando na UERJ, explicou o projeto Malungo, que desenvolve com seus alunos da Rede Estadual, no Rio de Janeiro, pela implementação da Lei 10.639, na mesa “Consolidando Práticas Democráticas: História e Cultura Africana e Afro-brasileira nos Currículos Escolares”. O cartunista Ykenga e a professora Sônia Santos também participaram. Cada um teve a oportunidade de discorrer sobre uma área de interesse comum.

Sônia Santos falou da formação cultural do Brasil e da importância de aprender sobre ela, além de fazermos alguma coisa para modificar. “A alma da cultura brasileira é africana. Temos que entender o processo do nosso País. Temos que parar e pensar, refletir sobre a história e a importância social e política dos africanos”, explicou.

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Intolerância religiosa

Na palestra “Diálogos com a Lei 10.639”, Ivanir dos Santos falou sobre intolerância religiosa. Para ele, quando existe intolerância, existe guerra, e a diversidade é uma das coisas mais importantes que temos. “Cultura é cultura e merece ser respeitada. Temos o livre arbítrio, e o Estado é laico”.
Ivanir acredita que a intolerância religiosa também é um dos motivos pelo qual a lei não foi, de fato, implementada nas escolas. “As pessoas não podem confundir religião com cultura”.

Já o professor, mestrando em Cultura Afro, Jorge Luís Rodrigues palestrou sobre as experiências da aplicação da lei nas redes municipais e estaduais de ensino.  Participaram da mesa também a professora Arlene Carvalho, e Jorge Gonzaga Murtinho, do Programa de Cultura Afro da Semed.

Deram depoimentos sobre a lei nas escolas municipais a professora e diretora do Colégio Municipal Engenho da Praia, Ivone de Jesus Rodrigues, e a professora da Escola Municipal Joffre Frossard, Eliane Aparecida.

A atração cultural do evento chamou a atenção dos participantes. A contadora de histórias, aluna do Ciep Darcy Ribeiro, Karine Alves emocionou os participantes ao contar a história “Menina bonita com laço de fita”, de Ana Maria Machado.


Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP
Comunicação CEAP – Tel.: 21 7846-0412 / 21 2232-7077

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